Diga não à cultura do estupro

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Existem alguns dados assustadores quando falamos sobre estupro:

– Entre 2003 e 2013, o número de vítimas de feminicídio (homicídio do sexo feminino) passou de 3.937 para 4.762. Um aumento de 21% na década.

– O Brasil tem uma taxa de 4,8 homicídios por cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo em um ranking com 83 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

– A Central de Atendimento à Mulher “Ligue 180”, acredita que em 2015 podem ter ocorrido cerca de 476 mil casos de estupro no Brasil, o que significa uma mulher estuprada a cada 11 minutos no país (sem contar os casos que não são registrados, seja por medo ou vergonha da mulher agredida).

– Cerca de 70% das vítimas são crianças e adolescentes; 24% dos agressores são pais ou padrastos; 32%, amigos ou conhecidos.

– Um em cada três brasileiros considera mulheres culpadas em casos de estupro.

Criada pela EBC, a Empresa Brasil de Comunicação, a campanha #NãoÀCulturaDoEstupro é bem clara: a culpa do estupro é do estuprador, nunca da vítima.

Segundo a ONU Mulheres, cultura do estupro é “o termo usado para abordar as maneiras em que a sociedade culpa as vítimas de assédio sexual e normaliza o comportamento sexual violento dos homens. Ou seja: quando, em uma sociedade, a violência sexual é normalizada por meio da culpabilização da vítima, isso significa que existe uma cultura do estupro”.

E as pessoas que tentam justificar suas respostas para culpabilizar a vítima, acabam falando mais merdas ainda, como dizer que deram “motivos” por suas roupas “curtas demais”, o jeito de dançar ou os hábitos de seus relacionamentos.

Apenas relembrando que:

– Não existe justificativa para tal ato;
– Não existe razões para isso;
– Não existe “mas”.

Reforçando:

Se um homem está bêbado, é espancado e tem sua carteira roubada, por exemplo, ele é culpado pelo crime? Abusar de uma mulher desacordada, não importa a razão, além de ser uma covardia, é crime.

A pessoa pode estar embriagada, vestida de forma sensual, pode já ter indicado querer sexo, pode estar nua e na cama e até mesmo já ter iniciado o sexo. No momento que ela declara não querer sexo, ou querer interromper o sexo, a ação deve parar (e vale ressaltar que a ação não deve nem começar se a pessoa não estiver em condições de dizer sim…).

O ato sexual praticado sem consentimento não é sexo: é violência. É estupro. Não pode ser tão difícil que concordemos a este respeito. Se quando um não quer dois não brigam, quando um não quer dois não transam. Isso não é complicado de entender.

Diga não à cultura do estupro.

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